segunda-feira, 25 de março de 2013
A VERDADEIRA REALIDADE DAS COISAS
Vivemos hoje em um mundo de múltiplas turbulências, que nos faz titubear naquilo que acreditamos ser verdadeiro.
Para nós do mundo ocidental, todo o nosso campo de percepção está eivado de objetividade, da qual dependemos, e cuja realidade aceitamos sem nenhuma crítica. Há campos do conhecimento que, ou por ignorância ou por preguiça em pesquisar, desconhecemos, mas sobre o qual em nosso cotidiano, baseamos os nossos julgamentos e todas as nossas ações.
Se vagarmos pelo mundo oriental, principalmente para o campo budista tibetano, seja ele mahayana ou theravada , adquiriremos conceitos diferentes daqueles que usamos para avaliar a objetividade de nossas experiências.
Por exemplo, uma das supremas sabedorias desse tipo de conhecimento nos ensina que a impermanência de coisas e eventos é suprema no universo. Buda nos legou os ensinamentos essenciais do budismo que são as Quatro Nobres Verdades, muito utilizadas como citações um tanto negligentes por nós do ocidente que são:
1. A Verdade da Existência do Sofrimento (impermanência, insatisfatoriedade e impessoalidade;
2. A Verdade da Causa ou Origem do Sofrimento (desejo, ambição e anseio);
3. A Verdade da Cessação do Sofrimento ((extinção do desejo, da ambição, do anseio), e;
4. O Caminho que Conduz À Extinção do Sofrimento (a nobre senda óctupla ou caminho do meio).
Esse composto de conceitos é o que primordialmente nos faz viver uma existência insatisfatória na atualidade.
Enquanto não conseguirmos mudar a nossa teoria de base da vida, mudando nossos conceitos sobre o que é a vida, sobre a morte, e nossa missão enquanto habitantes desse planeta, não conseguiremos atingir uma meta de real felicidade, em busca da qual perpetramos todas as ações, menos as que nos levam a ela.
Ao olharmos a vida e a vivermos nesse mar de materialismo e consumismo desenfreado, não conseguiremos atingir nenhum objetivo válido. Usamos conceitos por demais inválidos, e temos preconceitos demais para julgar nossos atos e o dos outros, procurando sempre uma justificativa válida para nossas tresloucadas atitudes.
O mais interessante é que (99% da população não sabe disso), os conhecimentos veiculados pela Física Quântica, formulam uma teoria de base muito parecida com a que é utilizada pelo Budismo Tibetano. Ou seja, no mundo subatômico só existem eventos de probabilidade e não de realidade, que transformam nossas realidades físicas em entidades impermanentes e, portanto, não existentes em si.
Diante de tais revelações vindas de conhecimentos tão distantes no tempo (Budismo existindo a partir do séc. VI antes de Cristo e Física Quântica formulada no início do séc. XX ficamos realmente estarrecidos em como as verdades fundamentais do ser humano não sofrem mutações no tempo, justamente porque são verdades fundamentais.
Valeria então, a meu ver, muito a pena, que os seres sencientes desse planeta, possam investigar as verdadeiras realidades da vida, ao invés de agirem somente com base nas teorias e crenças que lhe foram impingidas quer pela família, pelas escolas, pelas religiões e ou pela sociedade. No fim vão verificar estupefatos que estão simplesmente agindo contra si próprios, na procura da felicidade e tranqüilidade fora de si mesmos, quando o nosso universo interno é muito mais rico de satisfação do que do lado de fora.
E eu aqui pensando que tudo que vejo existe....
segunda-feira, 18 de março de 2013
VIDA SIMPLES, VIDA SAUDÁVEL
Prof. Msc, FRC, Pisc. Pedro Henriques Angueth de Araujo
http://www.pedroangueth.blogspot.com
Certa feita, o grande filósofo grego Sócrates encontrou-se na rua com seu discípulo Filón e seguindo juntos numa conversa animada, depararam com o mercado de Atenas (o mercado de Atenas daquela época – séc IV a.C. era como uma feira de rua de qualquer bairro moderno das grandes cidades), quando Filón diz a Sócrates: se me permite mestre, passarei pelo marcado para realizar algumas pequenas compras, mas gostaria de continuar em sua companhia.
Sócrates prontamente acedeu e passou a acompanhar Filón em sua faina mercadista. Das pequenas compras que Filón disse que ia fazer, só comprou de um tudo. Resultado: chegou ao outro lado do mercado com as mãos cheias. Sócrates tendo acompanhado toda essa trajetória, ao saírem do mercado diz a Filón: Vistes de quanta coisa eu não preciso?
Sócrates, o homem mais sábio do mundo antigo (no meu entender, de todo o mundo até agora), não precisava de nada que foi comprado por Filón, nem tampouco de tudo o que estivera exposto no mercado.
Esse artigo pretende fazer um paralelo entre as necessidades de Sócrates e as nossas, guardadas as devidas proporções. Começamos fazendo uma pergunta clássica para essa ocasião: Nós precisamos de tudo o que adquirimos? Por acaso conseguimos usar em curto espaço de tempo tudo que temos?
Vou começar essa discussão, citando um trecho de Erich Fromm em Ter ou Ser? :
“A alternativa ter contra ser não fala imediatamente ao senso comum. Ao que tudo indica ter é uma função normal de nossa vida: a fim de viver nós devemos ter coisas. Além do mais, devemos ter coisas a fim de desfrutá-las. Numa cultura em que meta suprema é ter – e ter cada vez mais – e na qual se pode falar de alguém como “valendo um milhão de dólares”, como poderá haver alternativa entre ter e ser? Pelo contrário, tem-se a impressão de que a própria essência de ser é ter: de que se alguém nada tem, não é”.
Devo neste ponto salientar que grandes mestres da vida fizeram da alternativa entre ter e ser a questão central de seus respectivos sistemas. Exemplificando: Buda ensina que, para chegarmos ao mais elevado estágio do desenvolvimento humano, não devemos ansiar pelas posses e Jesus ensina: “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se, ou a causar dano a si mesmo (Lucas, 9:24-25). Mestre Eckhart, místico cristão do séc. XIII ensinava que ter nada e tornar-se aberto e vazio, e não colocar o eu no centro, é a condição para conseguir riqueza e robustez espiritual.
Muito embora os exemplos acima estejam fora do alcance do homem comum, todos nos servem como exemplo para uma útil meditação. Via de regra, aqueles que muito têem, possuem uma natural paranóia da possibilidade da perda. Os que nada têem, normalmente invejam o detentor de bens e muitos até partem para a violência no afã de obtê-los à força.
Devemos estar livres de nossas próprias coisas e de nossas ações. Isso não significa que não devemos ter posses ou que nada façamos; significa que não devemos estar apegados, atados, encadeados ao que possuímos, ao que temos, e nem mesmo a Deus, no dizer de Eckhart. Ainda me utilizando da filosofia de Eckhart, nosso alvo humano é nos livrarmos das peias do apego ao eu, egocentricidade, isto é, do modo ter de existência, a fim de chegarmos ao pleno ser.
Consumir é uma forma de ter, e talvez a mais importante da atual sociedade abastada industrial. Consumir apresenta qualidades ambíguas: alivia ansiedade, porque o que se tem não pode ser tirado; mas exige que se consuma cada vez mais, porque o consumo anterior logo perde a sua característica de satisfazer. Os consumidores modernos podem identificar-se pela fórmula: eu sou = o que tenho e o que consumo.
Podemos facilmente observar que as pessoas que vivem no modo exclusivamente ter não são plenamente felizes e vivem preocupadas em aumentar suas posses e com medo de perdê-las.
E eu aqui pensando em como é bom e tranqüilo viver uma vida simples.
segunda-feira, 11 de março de 2013
HABEREMOS PAPA
Prof. Msc, FRC, Pisc. Pedro Henriques Angueth de Araujo
http://www.pedroangueth.blogspot.com
Sim, daqui a pouco teremos um novo Papa. E daí? A dinastia papal existe no mundo desde o século IV, quando Constantino resolvera através de suas visões, oferecer aos cristãos a oportunidade de montar um grande empreendimento, oferecendo parte de sua riqueza para construção da maior instituição internacional de que temos conhecimento, iniciando assim, o processo de globalização, já naquela época.
Foi também a época em que surgiu a Igreja Católica, cujo papado esteve primeiro localizado na cidade de Lion na França e depois transferido para Roma, daí o título Igreja Católica Romana.
Desde aquela época a situação já não era tão católica assim. Bispos e Papas eram nomeados entre as elites sociais existentes, sem nenhuma preparação acadêmica, ou seja, politicamente.
Ao longo dos anos e dos séculos criaram um Códice Teológico, conseguindo subordinar todo o conhecimento existente ao princípio teológico da verdade revelada (somente a eles). Foi um período de muita intriga e disputa de poder. A população era totalmente dependente do poder da Igreja e mesmo os Reis, só tomavam posse do trono após serem coroados pelo Papa em Roma.
Várias são as figuras que mereciam ser analisadas neste período popularmente denominado de era das Trevas (Idade Média) pela ignorância mantida e estimulada entre as elites, com o fim de manter o “status quo” do poder e da reverência.
No entanto, sabemos hoje, que subterraneamente, grandes correntes de conhecimento iluminado atravessaram esse mesmo período, sem que a igreja delas ao menos suspeitasse desse conhecimento e que foram capazes de transmitir saberes de uma antiguidade de sabedoria que começou a desaguar no período renascentista. Porém não é nosso intuito tratar disso agora.
Desse período, vou citar apenas dois personagens algo interessantes. O primeiro deles foi Santo Agostinho que semeou duas pérolas: a primeira que ele creria em Deus porque era absurdo não crer e a segunda criando a teoria da graça, pela qual os homens são escolhidos para o seio de Deus pela vontade dele, sem que nenhum mérito poderia qualificar o pretendente, senão a própria e irrestrita vontade dele (Deus). Não importava ser honesto, moralmente irrepreensível ou éticamente perfeito, se Deus não o escolhesse o inferno o esperava. Interessante foi que o Protestantismo pós Lutero, através de Calvino aproveitou essa deixa para fincar esse produto teológico medieval que vigora até hoje.
O segundo foi Tomás de Aquino (Doutor da Igreja) que em uma de suas famosas súmulas, se não me engano a Sumula aos Gentios disse: os Dogmas da Igreja foram criados para que os ignorantes e analfabetos pudessem crer sem compreender. No entanto, nos séculos seguintes foram permanecendo para toda a classe de fiéis, até hoje.
Entretanto, outras barbaridades vieram assinalando os tempos, até a era moderna. Fica-se arrepiado e enojado quando se pode ler a obra relativamente recente da teóloga alemã Uta Ranke-Heinemann, intitulada Eunuco pelo Reino de Deus – mulheres, sexualidade e a igreja católica, (editora Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 1996), um pouco sumido das livrarias, por motivos óbvios. Por causa dessa obra, a que é considerada a maior teóloga do mundo, perdeu sua cátedra na Universidade de Heidelberg.
Por isso o que transpirou para o público nos últimos anos como escândalos no seio da Igreja Católica, assustam porque tais fatos como pedofilia, sodomia, rombos milionários no Banco do Vaticano, ligações com a máfia, ameaça à vida do Papa, vinda do próprio interior da Igreja, como várias vezes veiculadas pela imprensa com a renúncia de Bento XVI, causam espécie.
Até o tão escondido assassinato do Papa João Paulo I (que tentou acabar com o Banco do Vaticano) vivendo apenas um mês de seu pontificado. Para tanto consultar a obra: Em Nome de Deus de David Yallop, Editora Record, Rio de Janeiro, 3ª Edição, 1984.
O que estamos vendo agora, não é senão um desaguar de coisas fétidas, que só apareceram por causa dos casos de pedofilia, largamente veiculados pela imprensa do mundo todo.
O que me preocupa é que, se no âmbito da Igreja Católica consegue medrar tais disparates, o que é que estará acontecendo em outras Organizações e Instituições, quer governamentais ou privadas, espalhadas por todo o globo terrestre. Certamente só ficamos sabendo da ponta do iceberg, pois todo o resto fica submergido num silêncio sepulcral.
E aí vem a clássica pergunta: o que fazer com o substrato religioso veiculado por tal mal afamada Igreja Católica? No meu entender não haveria necessidade de seus adeptos apostasiarem sua religião por causa de uma igreja corrupta. Mas haverá de se criar condições para a permanência dos fiéis em seu culto.
De agora em diante, aprender a separar Igreja de Religião, seria um remédio saudável para aqueles que professam o cristianismo católico, e já sabendo também que as outras denominações religiosas não são tão santas assim....
Um ótimo exemplo vai abaixo sobre a fortuna material da igreja:
1 milhão de imóveis são de propriedade do Vaticano;
2 trilhões de euros é o valor dos imóveis localizados apenas na Itália:
3. Só em Roma, a Igreja tem um patrimônio avaliado em 9 bilhões de euros;
4. 20% do patrimônio de imóveis italianos pertence ao Vaticano;
5. 2 trilhões de euros é quanto valem os bens imóveis da Santa Sé ao redor do planeta;
6. Existem 125.000 hospitais e centros de assistência ligados à igreja em todo o mundo;
7. O total de escolas católicas nos cinco continentes é de 206.982, com 55. milhões de estudantes;
8. Países como a Alemanha, Áustria e alguns cantões suíços recolhem, por meio do estado, impostos específicos de cidadãos católicos, repassados às igrejas locais;
9. O maior financiador privado do Vaticano é a organização americana Cavaleiros de Colombo, fundada em 1882, que mantém uma seguradora cujos ativos estão na casa dos l6 bilhões de dólares;
10. Desde que foi criado, em 1981, o Fundo Vicarius Christi, da Cavaleiros de Colombo, amealhou 35 milhões de dólares apenas para as obras caritativas do Papa.
_________________________
Fonte: Revista Veja – edição 2312 – ano 46 – nº 11 – 13 de março de 2013.
Concluindo, é dinheiro demais e grande poder para administrá-lo, o que pode dar ensejo a qualquer tipo de loucura.
segunda-feira, 4 de março de 2013
BRASIL, PAÍS DE QUARTO MUNDO
Tendo em vista observações feitas ao longo dos últimos anos, venho sentindo que o Brasil, em alguns aspectos, ao invés de progredir vem regredindo a olhos vistos. Sabemos que infelizmente este país nunca teve uma civilização e por isso não pode ser chamado de Nação.
De forma mal constituída, temos um Estado que sempre foi dirigido de forma Autoritária, desconsiderando que a população que nele vive e dá vida deveriam ser considerados cidadãos, toma sempre a si a direção das consciências como se fora o único sabedor da verdade.
Nunca levou em consideração a opinião pública, pelo menos em casos mais importantes e que explicitamente são dirigidos pelos interesses do próprio governo, não deixando, portanto, que as forças da “nação” formassem a verdadeira opinião pública, capaz de direcionar as ações das políticas públicas realmente aos interesses do povo.
Falseando a mente de uma população analfabeta ou mal educada, costuma implantar falsos valores e falsas idéias, levando a extremismos e verdadeira histeria em algumas ocasiões.
O dito acima vem a propósito da visita ao Brasil da Blogueira Cubana Yoani Sanches.
Manda (ou mandava) a boa educação e a ética pública, que recebamos bem todos aqueles que nos visitam e ouçamos o que têm a dizer (a menos que firam nossa dignidade), dando-lhes espaço e oportunidade para expressar suas opiniões.
É sabido por todos nós, o que vem acontecendo há anos num país chamado Cuba, onde a população vive uma vida em nada condizente com o mínimo que deveria ser. Sabemos da repressão política e punição severa que tem acontecido com os opositores de seu regime. Sabemos com que mão de ferro o povo é conduzido.
Sabemos também, envergonhados, como o Brasil, através de seus representantes namora, lamentavelmente, o regime cubano, a ponto de desviar investimentos tão necessários ao nosso país, em prol de ajuda a Cuba. Nada teria contra isso, não fora a falta que nos faz, o que ajuda a construir o nosso pífio PIBINHO, de 0,9.
Por essas e por outras, o Brasil está descendo a ladeira para o 4º Mundo. E vejam que há alguns anos ficavamos tristes quando os estrangeiros nos tachavam de país de 3º mundo! Ai que vergonha! Agora depois do festival de besteiras que acompanhou a blogueira cubana por onde ela passou, nós mesmos nos convencemos de que estamos descendo ladeira abaixo. Precisamos urgentemente de civilização neste país e que possamos virar em poucos anos uma verdadeira nação.
Encerrando, desejo ardentemente, que todos os palhaços do festival de besteira possam urgentemente mudar-se para cuba e lá beneficiar-se da mesma liberdade que tiveram aqui com esta cena deprimente.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
MENSAGEM DAS 2ªAS FEIRAS
COMENTÁRIO X
Quem não sabe o que é o mundo, não sabe onde se acha. Quem não sabe para que foi feito, não sabe também o que é, nem o que é este mundo. O homem que não levou em consideração uma só destas questões não saberia dizer qual é a sua função natural. Como te aparecem então aqueles que são aplaudidos ou vaiados por pessoas que não sabem nem onde estão nem o que são?
Marco Aurélio
Esse é a meu ver, um dos mais primorosos comentários de Marco Aurélio. Nós, normalmente, nascemos, somos familiarmente educados, freqüentamos vários anos de bancos escolares, freqüentamos religiões diversas, adquirimos uma profissão, vamos para o mercado de trabalho e por fim, quando nos perguntam o que é o mundo, não sabemos responder. Por quê? Falta de estudos? Falta de reflexão? Vamos deixar para responder mais ao final deste artigo.
A sentença seguinte, inclui não saber para que foi feito. Ora não sabemos para que fomos feitos, porque não nos preocupamos nem um cêntimo com a possibilidade de termos uma missão a cumprir em nossa vida. Ora, se não sabemos o que estamos fazendo aqui, normalmente não sabemos o que somos e nem o que este mundo está fazendo em nossa frente.
Daí que as funções para as quais o homem foi feito, também cai no limbo. Nascemos homens e mulheres (bem como os que têm sexo alternativo). Mas por quê? Qual a finalidade das diferenças? Difícil responder se as primeiras questões não têm uma resposta aceitável.
Por que tanta ignorância, se tanto nas culturas antigas do Oriente e do Ocidente há tantas escolas de esclarecimento? Qual o motivo de se enveredar para a crença na indústria cultural que domina o mundo ocidental, que transformou homem apenas num “homo fazer”, destinado somente à indústria e ao comércio, sem lhe dar a chance do conhecimento de si e da auto-reflexão?
Marco Aurélio aqui neste texto se exprime com questões tão fundantes, por pertencer a uma das mais conceituadas escolas de filosofia de seu tempo: O Estoicismo.
Não vou no presente explicitar o conteúdo filosófico do estoicismo, cada um que faça sua própria pesquisa.
Será que no momento presente não existe algo semelhante a que devamos dar atenção, para que aprendamos a dar ouvidos a questões tão importantes? Claro que há, só que o homem de hoje normalmente está preocupado apenas em se dar bem na vida, através das realizações materiais que podem proporcionar riqueza e bem estar (no conceito ocidental).
Nem de leve se lembra de que um dia – qualquer dia – pode não estar neste mundo sem nada saber do outro. Caminhamos como zumbis, não sabemos de onde vimos, o que estamos fazendo aqui e nem para onde vamos. Triste tragetória da ignorância ambulante.
Confiamos somente e com certa indiferença o que nos dizem os dogmas religiosos. Será que dá para confiar? Assim também os cânones da filosofia ocidental moderna e pós moderna. Como saber onde está a verdade?
Será que essa verdade não está sendo propositadamente escamoteada para que sejamos servos do materialismo econômico? Somente das realizações do mundo material? Reflitamos, pois.
Será que quando chegamos ao cume de nossas realizações mereçamos diante de nossa ignorância da vida, acreditar também nos aplausos de pessoas que não sabem nem onde estão nem o que são?
Urge que o homem se esclareça para que não vá atravessar os portais da morte, sem ao menos levar algum conhecimento que preste. Afinal, passamos a vida de mãos vazias. Será que não temos obrigação de levar algo de bom para onde vamos?
Quem me garante que essa não seria uma das missões que aqui viemos aprender? Se ao vir para este mundo carregando algo de que não sabemos a procedência e a relevância, não saberemos também o que fazer para levar algo positivamente diferente.
Mais uma vez, digo: urge que o homem se esclareça, se não com vistas a levar algo de bom para um outro mundo que não conhecemos, pelo menos para colaborar para melhorar o panorama que conhecemos.
O mundo anda meio podre, já dizem várias vozes. Não só referente à pobreza material de grande parte da população, mas principalmente da pobreza intelectual, moral e ética em que vivemos, sem nem estarmos aí para o que acontece.
No entanto, se cada um de nós nos esclarecermos suficientemente, podemos criar uma massa tão grande, que um dia germinará no seio da sociedade e aí poderemos dizer: Eu tenho condições de dialogar com esse texto de Marco Aurélio e transformar a sociedade para melhor.
(Eu pensando que o homem atual não sabe nem onde procurar a verdade)
Quem não sabe o que é o mundo, não sabe onde se acha. Quem não sabe para que foi feito, não sabe também o que é, nem o que é este mundo. O homem que não levou em consideração uma só destas questões não saberia dizer qual é a sua função natural. Como te aparecem então aqueles que são aplaudidos ou vaiados por pessoas que não sabem nem onde estão nem o que são?
Marco Aurélio
Esse é a meu ver, um dos mais primorosos comentários de Marco Aurélio. Nós, normalmente, nascemos, somos familiarmente educados, freqüentamos vários anos de bancos escolares, freqüentamos religiões diversas, adquirimos uma profissão, vamos para o mercado de trabalho e por fim, quando nos perguntam o que é o mundo, não sabemos responder. Por quê? Falta de estudos? Falta de reflexão? Vamos deixar para responder mais ao final deste artigo.
A sentença seguinte, inclui não saber para que foi feito. Ora não sabemos para que fomos feitos, porque não nos preocupamos nem um cêntimo com a possibilidade de termos uma missão a cumprir em nossa vida. Ora, se não sabemos o que estamos fazendo aqui, normalmente não sabemos o que somos e nem o que este mundo está fazendo em nossa frente.
Daí que as funções para as quais o homem foi feito, também cai no limbo. Nascemos homens e mulheres (bem como os que têm sexo alternativo). Mas por quê? Qual a finalidade das diferenças? Difícil responder se as primeiras questões não têm uma resposta aceitável.
Por que tanta ignorância, se tanto nas culturas antigas do Oriente e do Ocidente há tantas escolas de esclarecimento? Qual o motivo de se enveredar para a crença na indústria cultural que domina o mundo ocidental, que transformou homem apenas num “homo fazer”, destinado somente à indústria e ao comércio, sem lhe dar a chance do conhecimento de si e da auto-reflexão?
Marco Aurélio aqui neste texto se exprime com questões tão fundantes, por pertencer a uma das mais conceituadas escolas de filosofia de seu tempo: O Estoicismo.
Não vou no presente explicitar o conteúdo filosófico do estoicismo, cada um que faça sua própria pesquisa.
Será que no momento presente não existe algo semelhante a que devamos dar atenção, para que aprendamos a dar ouvidos a questões tão importantes? Claro que há, só que o homem de hoje normalmente está preocupado apenas em se dar bem na vida, através das realizações materiais que podem proporcionar riqueza e bem estar (no conceito ocidental).
Nem de leve se lembra de que um dia – qualquer dia – pode não estar neste mundo sem nada saber do outro. Caminhamos como zumbis, não sabemos de onde vimos, o que estamos fazendo aqui e nem para onde vamos. Triste tragetória da ignorância ambulante.
Confiamos somente e com certa indiferença o que nos dizem os dogmas religiosos. Será que dá para confiar? Assim também os cânones da filosofia ocidental moderna e pós moderna. Como saber onde está a verdade?
Será que essa verdade não está sendo propositadamente escamoteada para que sejamos servos do materialismo econômico? Somente das realizações do mundo material? Reflitamos, pois.
Será que quando chegamos ao cume de nossas realizações mereçamos diante de nossa ignorância da vida, acreditar também nos aplausos de pessoas que não sabem nem onde estão nem o que são?
Urge que o homem se esclareça para que não vá atravessar os portais da morte, sem ao menos levar algum conhecimento que preste. Afinal, passamos a vida de mãos vazias. Será que não temos obrigação de levar algo de bom para onde vamos?
Quem me garante que essa não seria uma das missões que aqui viemos aprender? Se ao vir para este mundo carregando algo de que não sabemos a procedência e a relevância, não saberemos também o que fazer para levar algo positivamente diferente.
Mais uma vez, digo: urge que o homem se esclareça, se não com vistas a levar algo de bom para um outro mundo que não conhecemos, pelo menos para colaborar para melhorar o panorama que conhecemos.
O mundo anda meio podre, já dizem várias vozes. Não só referente à pobreza material de grande parte da população, mas principalmente da pobreza intelectual, moral e ética em que vivemos, sem nem estarmos aí para o que acontece.
No entanto, se cada um de nós nos esclarecermos suficientemente, podemos criar uma massa tão grande, que um dia germinará no seio da sociedade e aí poderemos dizer: Eu tenho condições de dialogar com esse texto de Marco Aurélio e transformar a sociedade para melhor.
(Eu pensando que o homem atual não sabe nem onde procurar a verdade)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
MENSAGEM DAS 2ªAS FEIRAS
COMENTÁRIO IX
Considera sempre que o Universo é um organismo vivo, que possui uma única substância e uma única alma; e que todas as coisas estão submetidas a uma só percepção deste todo; que tudo é movido por um único impulso e tudo toma parte em tudo o que acontece. E repara quão intrincada e complexa é essa trama.
Marco Aurélio
Vemos aqui um ensinamento de Marco Aurélio que, a seu tempo parece ter sido um conceito quase universalmente aceito tanto no Egito, quanto na Grécia e principalmente na milenar filosofia oriental.
Hoje, há menos de trinta anos atrás, os físicos atômicos, diante das discussões sobre a física quântica, passaram a se defrontar com fenômenos físicos que ao se aproximarem das percepções antigas, causaram sérias preocupações a toda a comunidade cientifica desse ramo, mas como bons cientistas continuaram a tentar esclarecer suas interrogações.
O resultado de todo esse esforço da ciência (até estudando textos milenares), foi que quando conseguiram dividir o último dos elementos do átomo e nada encontrando de visível que pudesse dar anteparo para equacionar a origem da matéria, ficaram aí sim perplexos em não encontrar uma explicação que fosse viável.
Daí em diante o conhecimento sobre física quântica balizou as novas pesquisas que resultaram em novas compreensões (vide as obras de Fritjof Capra, Ervin Lazlo, Prigogine, Seldrake, etc.), não deixando dúvidas de que o universo é uma sopa de energia quântica, vindo a revelar os conceitos modernos de que a matéria não é nada mais do que energia condensada.
Ora, se o Universo é constituído, ele todo, de uma única energia ele também deve se constituir em um único elemento que pode propiciar a sua evolução, porque a sua criação, hoje sabemos, é uma constante, veja os novos sistemas estelares a todo o momento descobertos pela Astrofísica e Astronomia. Assim, poderíamos mesmo conjecturar, mesmo antes de conhecer esse texto de Marco Aurélio, que ele é constituído de uma única substância, dirigido por uma única alma. (O nome alma aqui, pode ser cientificamente conceituado como inteligência), o que viria a dar ares de conhecimento às nossas religiões modernas que asseveram a existência de uma grande inteligência que criou e gere todo, denominada Deus.
Ora se tudo no universo está integrado, o impulso criador, organizador, evolutivo e integrador deve também, ser um só. Ora se tudo é um, tudo toma parte em tudo o que acontece.
Se esse conceito de Marco Aurélio, ao que a ciência moderna não desqualifica, é necessário que entendamos a nossa responsabilidade na participação dessa realidade que o autor considera uma trama intrincada e complexa, à guiza de sua ignorância em sua verdadeira explicitação.
Onde fica então nossa responsabilidade nessa intrincada e complexa trama? Justamente no uso do pouco de livre arbítrio que o homem possui. Nossos pensamentos, palavras e obras, podem – ao constituir-se numa energia com grande carga de realização – tornar-se num elemento poderoso de interferência na massa quântica universal, provocando desvios e alternância de que hoje, nem conseguimos imaginar.
Os antigos sabendo disso, trataram de se aperfeiçoar, com vistas a não se contraporem, mas tão somente integrar essa energia no máximo de suas capacidades. Não tendo podido (por circunstâncias histórias e culturais), desenvolver uma ciência que lhes desse as explicações corretas, desenvolveram uma metafísica que os colocava no meio, no ritmo e consistência dessa sopa quântica e não só conseguiram participar das formações mais elevadas do pensamento humano, quanto integrando, conseguiram se aproximar mais da Divindade e dessa forma realizar os prodígios Metafísico-Psicológicos que hoje apreciamos nos Iluminados de outrora e de hoje.
O mais extraordinário é que, isso é possível hoje. Basta que façamos o uso correto do pouco de livre arbítrio que temos e possamos descobrir os caminhos que nos possam levar a uma vida, menos egoísta e menos dependente da matéria (sem descartar dela), tornando-nos os senhores da vida e não os pregoeiros da morte.
(Eu pensando quanto o homem vai abrir seus olhos à verdadeira realidade).
Considera sempre que o Universo é um organismo vivo, que possui uma única substância e uma única alma; e que todas as coisas estão submetidas a uma só percepção deste todo; que tudo é movido por um único impulso e tudo toma parte em tudo o que acontece. E repara quão intrincada e complexa é essa trama.
Marco Aurélio
Vemos aqui um ensinamento de Marco Aurélio que, a seu tempo parece ter sido um conceito quase universalmente aceito tanto no Egito, quanto na Grécia e principalmente na milenar filosofia oriental.
Hoje, há menos de trinta anos atrás, os físicos atômicos, diante das discussões sobre a física quântica, passaram a se defrontar com fenômenos físicos que ao se aproximarem das percepções antigas, causaram sérias preocupações a toda a comunidade cientifica desse ramo, mas como bons cientistas continuaram a tentar esclarecer suas interrogações.
O resultado de todo esse esforço da ciência (até estudando textos milenares), foi que quando conseguiram dividir o último dos elementos do átomo e nada encontrando de visível que pudesse dar anteparo para equacionar a origem da matéria, ficaram aí sim perplexos em não encontrar uma explicação que fosse viável.
Daí em diante o conhecimento sobre física quântica balizou as novas pesquisas que resultaram em novas compreensões (vide as obras de Fritjof Capra, Ervin Lazlo, Prigogine, Seldrake, etc.), não deixando dúvidas de que o universo é uma sopa de energia quântica, vindo a revelar os conceitos modernos de que a matéria não é nada mais do que energia condensada.
Ora, se o Universo é constituído, ele todo, de uma única energia ele também deve se constituir em um único elemento que pode propiciar a sua evolução, porque a sua criação, hoje sabemos, é uma constante, veja os novos sistemas estelares a todo o momento descobertos pela Astrofísica e Astronomia. Assim, poderíamos mesmo conjecturar, mesmo antes de conhecer esse texto de Marco Aurélio, que ele é constituído de uma única substância, dirigido por uma única alma. (O nome alma aqui, pode ser cientificamente conceituado como inteligência), o que viria a dar ares de conhecimento às nossas religiões modernas que asseveram a existência de uma grande inteligência que criou e gere todo, denominada Deus.
Ora se tudo no universo está integrado, o impulso criador, organizador, evolutivo e integrador deve também, ser um só. Ora se tudo é um, tudo toma parte em tudo o que acontece.
Se esse conceito de Marco Aurélio, ao que a ciência moderna não desqualifica, é necessário que entendamos a nossa responsabilidade na participação dessa realidade que o autor considera uma trama intrincada e complexa, à guiza de sua ignorância em sua verdadeira explicitação.
Onde fica então nossa responsabilidade nessa intrincada e complexa trama? Justamente no uso do pouco de livre arbítrio que o homem possui. Nossos pensamentos, palavras e obras, podem – ao constituir-se numa energia com grande carga de realização – tornar-se num elemento poderoso de interferência na massa quântica universal, provocando desvios e alternância de que hoje, nem conseguimos imaginar.
Os antigos sabendo disso, trataram de se aperfeiçoar, com vistas a não se contraporem, mas tão somente integrar essa energia no máximo de suas capacidades. Não tendo podido (por circunstâncias histórias e culturais), desenvolver uma ciência que lhes desse as explicações corretas, desenvolveram uma metafísica que os colocava no meio, no ritmo e consistência dessa sopa quântica e não só conseguiram participar das formações mais elevadas do pensamento humano, quanto integrando, conseguiram se aproximar mais da Divindade e dessa forma realizar os prodígios Metafísico-Psicológicos que hoje apreciamos nos Iluminados de outrora e de hoje.
O mais extraordinário é que, isso é possível hoje. Basta que façamos o uso correto do pouco de livre arbítrio que temos e possamos descobrir os caminhos que nos possam levar a uma vida, menos egoísta e menos dependente da matéria (sem descartar dela), tornando-nos os senhores da vida e não os pregoeiros da morte.
(Eu pensando quanto o homem vai abrir seus olhos à verdadeira realidade).
segunda-feira, 27 de junho de 2011
MENSAGEM DAS 2ªAS FEIRAS
COMENTÁRIO VIII
Harmoniza-te com as coisas que te foram dadas e ama sinceramente as pessoas que o destino te deu por companheiras.
Marco Aurélio
Quando nós nascemos já encontramos um mundo dado, existente à nossa volta, uma família a nos cuidar (bem ou mal). Já que normalmente vamos passar uma parte significativa de nossa vida junto dessa família, melhor seria que pudéssemos nos harmonizar com ela, pois não sabemos que tipo de confronto nos será necessário ter, para alcançar nossa própria autonomia. Além do mais, alguns padecerão futuros encargos com ela. Pode ser que alguns tenham que se tornar arrimos ou mesmo cuidadores dos mais velhos, às vezes um ou ambos dos pais, ou mesmo avós.
Essa mesma família, por suposto, já vem antes de nós, como produto de uma dada sociedade, professando uma crença, pautando seu comportamento sob determinada influência política e social, e, sobretudo, pertencendo a uma classe social (imposta pelos valores que a sociedade impõe, bem como influenciada por uma dada cultura).
Está de certa forma caracterizado nosso destino, ou parte dele. Isso às vezes nos impede ou dificulta os nossos mais caros anseios pessoais e sociais. Que nos adiantaria lutar internamente contra determinadas influências contrárias? Claro está que essas influências são inconscientes nos primeiros anos, mas depois, podem se tornar (para aquele momento), impedimentos reais.
Não se muda coisas que já estão gravadas pelo destino. Não podemos virar homem se nascido mulher ou vice-versa. O melhor seria aprender a tirar o melhor partido que a situação nos oferece em dado momento de nossa vida.
Daí alguns considerarem a filosofia ou tendência religiosa familiar o melhor instrumento para a criação de harmonia familiar e social. Se a família nasce no seio de um sistema político radical, é justo que, seus descendentes sejam também radicais até o momento em que possam se livrar desse radicalismo.
Por outro lado, os adultos, para quem Marco Aurélio está escrevendo (primeiramente ele instrui-se a si mesmo), devem perceber que, nunca nossa cabeça é uma sentença que forçosamente deve ser aceita por todos ao seu redor.
Portanto, ainda há tempo para que nós, já adultos, possamos perceber o alcance de nossa influência, com que dados formamos nossa consciência, e o que estamos fazendo com aqueles que dependem, até certo ponto, de nossas idéias e nossa filosofia.
Em primeira mão, devemos reconhecer a dificuldade que nossos antepassados tiveram para nos manter, já que agora contamos com melhores condições de vida, advindas de melhor educação, melhor alimentação, tratamentos médicos mais avançados, liberdade religiosa e filosófica, liberdade para adquirir novos conhecimentos, o que nos leva a poder ser pessoas melhores.
Esse reconhecimento não nos deixa alternativa, senão construir um amplo sistema de perdão para todos os nossos antepassados que, no nosso entendimento se comportaram de forma a prejudicar nossos interesses interiores, bem como possíveis maus tratos, indiferença, falta de cooperação no alcance de nossos objetivos e todo tipo de comportamento que possamos mentalmente condenar, como tendo propiciado qualquer tipo de sofrimento aos nossos seres, seja de ordem física ou psíquica.
Na verdade não sabemos e nunca saberemos as influências que eles mesmos sofreram e que moldaram suas personalidades. Temos que nos acostumar à idéia de todos eles fizeram o melhor que puderam, nas circunstâncias nas quais viveram.
Para melhor conduzir nossa faina de hoje, devemos nos harmonizar com os seus atos, tentando descobrir apenas, o que de positivo nos restou. Não será possível que seus defeitos não nos levaram a obstáculos que nos fizeram de alguma forma reagir e vencer e que sem eles isso não fosse possível? Há inúmeros exemplos que poderíamos fornecer que não caberiam nesse simples artigo.
Marco Aurélio ao nos incitar amar sinceramente as pessoas que o destino nos deu por companheiras, está querendo nos levar inclusive a amar nossos inimigos, como podemos observar em todo o léxico dos evangelhos bíblicos.
Não são somente os amigos que nos podem ajudar a avançar em nossos interesses e objetivos, os ditos “inimigos” podem ter sido postos em nosso caminho para aprendermos que todos nós, os humanos, somos de certa forma irmãos planetários que estão aqui para aprender a viver uma fraternidade.
Na medida em que possamos amar a todos, estamos lastreando o planeta com um tipo de energia capaz de mudar todos os comportamentos desviantes de pessoas mal intencionadas. Estaremos ajudando a criar HARMONIA. Esta é a única fonte que pode realmente criar um ambiente em que todos nós possamos vive bem.
Não somente com pessoas, devemos aprender a nos harmonizar com todas as coisas que nos foram dadas ao longo de nossa existência. Assim, estamos criando um ambiente propício a todo o tipo de auto-realização positiva, para nós e para os outros. Pensem nisso!
(Eu pensando em quanto o homem trabalha contra si próprio).
Harmoniza-te com as coisas que te foram dadas e ama sinceramente as pessoas que o destino te deu por companheiras.
Marco Aurélio
Quando nós nascemos já encontramos um mundo dado, existente à nossa volta, uma família a nos cuidar (bem ou mal). Já que normalmente vamos passar uma parte significativa de nossa vida junto dessa família, melhor seria que pudéssemos nos harmonizar com ela, pois não sabemos que tipo de confronto nos será necessário ter, para alcançar nossa própria autonomia. Além do mais, alguns padecerão futuros encargos com ela. Pode ser que alguns tenham que se tornar arrimos ou mesmo cuidadores dos mais velhos, às vezes um ou ambos dos pais, ou mesmo avós.
Essa mesma família, por suposto, já vem antes de nós, como produto de uma dada sociedade, professando uma crença, pautando seu comportamento sob determinada influência política e social, e, sobretudo, pertencendo a uma classe social (imposta pelos valores que a sociedade impõe, bem como influenciada por uma dada cultura).
Está de certa forma caracterizado nosso destino, ou parte dele. Isso às vezes nos impede ou dificulta os nossos mais caros anseios pessoais e sociais. Que nos adiantaria lutar internamente contra determinadas influências contrárias? Claro está que essas influências são inconscientes nos primeiros anos, mas depois, podem se tornar (para aquele momento), impedimentos reais.
Não se muda coisas que já estão gravadas pelo destino. Não podemos virar homem se nascido mulher ou vice-versa. O melhor seria aprender a tirar o melhor partido que a situação nos oferece em dado momento de nossa vida.
Daí alguns considerarem a filosofia ou tendência religiosa familiar o melhor instrumento para a criação de harmonia familiar e social. Se a família nasce no seio de um sistema político radical, é justo que, seus descendentes sejam também radicais até o momento em que possam se livrar desse radicalismo.
Por outro lado, os adultos, para quem Marco Aurélio está escrevendo (primeiramente ele instrui-se a si mesmo), devem perceber que, nunca nossa cabeça é uma sentença que forçosamente deve ser aceita por todos ao seu redor.
Portanto, ainda há tempo para que nós, já adultos, possamos perceber o alcance de nossa influência, com que dados formamos nossa consciência, e o que estamos fazendo com aqueles que dependem, até certo ponto, de nossas idéias e nossa filosofia.
Em primeira mão, devemos reconhecer a dificuldade que nossos antepassados tiveram para nos manter, já que agora contamos com melhores condições de vida, advindas de melhor educação, melhor alimentação, tratamentos médicos mais avançados, liberdade religiosa e filosófica, liberdade para adquirir novos conhecimentos, o que nos leva a poder ser pessoas melhores.
Esse reconhecimento não nos deixa alternativa, senão construir um amplo sistema de perdão para todos os nossos antepassados que, no nosso entendimento se comportaram de forma a prejudicar nossos interesses interiores, bem como possíveis maus tratos, indiferença, falta de cooperação no alcance de nossos objetivos e todo tipo de comportamento que possamos mentalmente condenar, como tendo propiciado qualquer tipo de sofrimento aos nossos seres, seja de ordem física ou psíquica.
Na verdade não sabemos e nunca saberemos as influências que eles mesmos sofreram e que moldaram suas personalidades. Temos que nos acostumar à idéia de todos eles fizeram o melhor que puderam, nas circunstâncias nas quais viveram.
Para melhor conduzir nossa faina de hoje, devemos nos harmonizar com os seus atos, tentando descobrir apenas, o que de positivo nos restou. Não será possível que seus defeitos não nos levaram a obstáculos que nos fizeram de alguma forma reagir e vencer e que sem eles isso não fosse possível? Há inúmeros exemplos que poderíamos fornecer que não caberiam nesse simples artigo.
Marco Aurélio ao nos incitar amar sinceramente as pessoas que o destino nos deu por companheiras, está querendo nos levar inclusive a amar nossos inimigos, como podemos observar em todo o léxico dos evangelhos bíblicos.
Não são somente os amigos que nos podem ajudar a avançar em nossos interesses e objetivos, os ditos “inimigos” podem ter sido postos em nosso caminho para aprendermos que todos nós, os humanos, somos de certa forma irmãos planetários que estão aqui para aprender a viver uma fraternidade.
Na medida em que possamos amar a todos, estamos lastreando o planeta com um tipo de energia capaz de mudar todos os comportamentos desviantes de pessoas mal intencionadas. Estaremos ajudando a criar HARMONIA. Esta é a única fonte que pode realmente criar um ambiente em que todos nós possamos vive bem.
Não somente com pessoas, devemos aprender a nos harmonizar com todas as coisas que nos foram dadas ao longo de nossa existência. Assim, estamos criando um ambiente propício a todo o tipo de auto-realização positiva, para nós e para os outros. Pensem nisso!
(Eu pensando em quanto o homem trabalha contra si próprio).
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